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groode.com.br

No artigo passado eu contei um teste: perguntei para a IA do Google quem faz branding em São Paulo, e a Groode não apareceu. Agora inverti a pergunta.

Em vez de “quem você recomenda”, perguntei “o que você sabe sobre a Groode”. E essa é a pergunta que mais importa, por um motivo simples: quando alguém digita o nome da sua empresa numa IA, ela responde de qualquer jeito. Ela não diz “não sei”. Ela junta o que encontrou e entrega com a mesma segurança com que entrega qualquer outra coisa.

Fiz o teste no dia 3 de novembro de 2026. Achei quatro tipos de erro, e nenhum deles é o que as pessoas imaginam quando falam de “IA inventando coisa”.

Erro 1: ela te apresenta como você era

Perguntei quem são os clientes da Groode. A resposta trouxe sete nomes. Seis estão certos. Um é um cliente antigo, que não atendemos mais, apresentado na mesma lista dos atuais, sem nenhuma marca de tempo.

A IA não mentiu: aquilo foi verdade um dia. O que ela não tem é noção de “foi” e “é”. Tudo que ela encontra sobre você vira presente.

Pensa no que isso significa para uma empresa que mudou de ramo, encerrou um produto, trocou de sócio ou abandonou um posicionamento. A versão antiga continua circulando, e agora com voz de assistente.

Erro 2: ela preenche o que você não disse

Perguntei quanto custa criar uma marca com a Groode. A resposta foi honesta no começo: disse que a agência não divulga valores. Mas não parou aí.

Ela seguiu com uma tabela de médias de mercado: de R$ 5.000 a R$ 25.000 para estúdios pequenos, de R$ 25.000 a R$ 250.000 para médio porte. São números de outras empresas, apresentados logo depois do nosso nome.

Ninguém vai ler aquilo e separar com cuidado o que é da Groode e o que é média do setor. A pessoa sai com uma faixa de preço na cabeça, e essa faixa não fomos nós que demos.

Toda lacuna que você deixa, alguém preenche. Antes era o concorrente ou o boato. Agora é a média estatística do seu mercado.

Erro 3: ela repete sua ideia pela metade

Esse foi o mais curioso. A Groode tem uma metodologia própria, com nome e seis etapas, explicada no site.

Na semana passada, a IA reproduziu a metodologia inteira, etapa por etapa. Hoje, mesma pergunta, ela citou quatro das seis etapas e parou.

Ou seja: mesmo quando a informação está publicada, organizada e disponível, a reprodução varia de uma consulta para outra. Não existe “já resolvi isso”. O que existe é aumentar a chance de ela acertar.

Erro 4: dado de terceiro vira fato sobre você

A resposta trouxe também nossa razão social e a data de abertura da empresa. Estão corretas. Mas repara de onde vieram: de um site de consulta de CNPJ, não do nosso site.

Nesse caso não deu problema. Mas o mecanismo é o mesmo que traz endereço desatualizado, sócio que já saiu, atividade econômica registrada há dez anos e que não descreve mais o que você faz. Esses cadastros existem, são públicos, e a IA lê todos.

O ponto que muda tudo: você não corrige a IA

Essa é a parte que gera mais frustração. Não existe botão de “reportar erro” que conserte sua ficha. Não existe cadastro. E quem oferece isso por dinheiro está vendendo fumaça.

O que dá para fazer é outra coisa: mexer no que ela lê.

A IA não guarda uma ficha sua. Ela monta a resposta na hora, com as fontes que encontra. Se a fonte mais clara, mais recente e mais fácil de entender for sua, ela usa a sua. Se a única coisa organizada sobre você estiver num cadastro de CNPJ de 2008, ela usa aquilo.

Quatro coisas práticas

1. Faça o teste. Pergunte a uma IA o que ela sabe sobre a sua empresa, quem são seus clientes e quanto você cobra. Leva cinco minutos e você vai descobrir qual versão sua está circulando.

2. Datar o que mudou. Se você parou de fazer algo, escreva isso em algum lugar. “Atendemos o setor X até 2024” é uma frase que resolve o erro número 1.

3. Responder as perguntas que você foge. Preço é a mais comum. Você não precisa publicar tabela: uma faixa, um valor mínimo de projeto ou “a partir de” já tira da IA a necessidade de inventar uma média.

4. Explicar o seu conceito por extenso. Se você tem metodologia, produto ou serviço com nome próprio, não basta citar a sigla. Descreva cada parte, numa página só. Foi o que fez a IA conseguir reproduzir a nossa, mesmo que às vezes pela metade.

O que isso tem a ver com marca

Tudo, e por um motivo que vale além da tecnologia.

Os quatro erros acima acontecem no mesmo lugar: onde a sua marca não foi explicada com clareza suficiente para ser repetida por outra pessoa. A IA só tornou isso visível e rápido.

Uma marca bem construida é justamente aquela que o cliente consegue explicar para um amigo sem errar. Se nem uma máquina que leu seu site inteiro consegue, um ser humano distraído também não vai conseguir.

Quer sua marca sendo contada do jeito certo? Veja como a gente trabalha.

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