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groode.com.br

No dia 30 de outubro de 2026 eu fiz um teste simples. Abri o Modo IA do Google, aquele que responde em texto corrido em vez de devolver uma lista de links, e fiz três perguntas que um cliente nosso faria. Queria saber uma coisa: quando alguém pergunta para a inteligência artificial quem contratar, quem ela indica?

O resultado foi desconfortável e revelador ao mesmo tempo. Vou contar na ordem.

Pergunta 1: “qual agência contratar para criar a identidade visual da minha empresa em São Paulo”

A IA não enrolou. Ela recomendou seis agências pelo nome, organizadas por tipo de necessidade, e explicou o porquê de cada uma.

A Groode não estava entre elas. Repeti com outra formulação, “melhores agências de branding e identidade visual em São Paulo”, e também não apareceu.

Agora vem a parte que interessa. Olha por que cada uma foi citada:

  • Uma entrou por cuidar do registro da marca no INPI junto com o projeto.
  • Outra, por ser especializada em embalagem e ponto de venda, atuando desde 1998.
  • Outra, por integrar identidade visual e site para pequenas e médias empresas.
  • Outra, por trabalhar com naming e discurso institucional.
  • Outra, por oferecer assinatura mensal de design em vez de projeto fechado.

Percebeu o padrão? Nenhuma foi escolhida por ser “a melhor”. Cada uma foi citada por ter uma especialidade clara, nomeada e fácil de explicar em uma frase.

Pergunta 2: “o que é a Groode”

Aqui a história virou. Perguntei diretamente sobre nós, e a IA descreveu a Groode com uma precisão que, confesso, me surpreendeu. Acertou que unimos branding e marketing digital, que evitamos criação em escala, que trabalhamos de forma personalizada.

E foi além: explicou nossa metodologia inteira, destrinchando a sigla letra por letra, com o que cada etapa entrega.

Ela não adivinhou nada disso. Ela leu nosso site e conseguiu reproduzir o conceito por um motivo específico: o conceito tem nome, tem estrutura e está explicado. Existe o que extrair.

Uma agência cujo site diz apenas “soluções integradas em comunicação 360º” não teria esse resultado. Não porque a IA não gostou dela, mas porque não há nada ali que possa ser resumido.

As duas lições do teste

A primeira: a IA não premia quem é bom. Ela premia quem é específico. Para ser recomendado, seu negócio precisa caber numa frase que faça sentido sozinha.

A segunda: aparecer quando perguntam o seu nome é fácil. Aparecer quando perguntam o seu problema é outra coisa. São duas disputas diferentes, e a segunda é onde estão os clientes que ainda não conhecem você.

Antes de continuar: não existe hack

Vale o aviso, porque o mercado já encheu de oferta duvidosa. Estão chegando e-mails frios dizendo “seu concorrente aparece no ChatGPT e você não, pague para corrigirmos isso”.

Não dá para pagar para ser listado numa resposta de IA. Não existe formulário de cadastro, e ninguém consegue garantir a saída de um modelo que não é determinístico. Há relato de empresa que gastou dezenas de milhares de dólares durante meses e não teve retorno algum.

Outro ponto que costuma pegar as pessoas de surpresa: segundo análise da Seer Interactive, citada pela HubSpot, ranquear bem no Google não garante aparecer nas respostas de IA. São jogos com regras diferentes.

O que de fato influencia

Não é truque. É trabalho de marca, e dá para resumir em quatro pontos:

1. Ter um diferencial que caiba numa frase. “Fazemos design” não é diferencial. “Fazemos identidade visual para clínicas odontológicas, incluindo fachada e uniforme” é. Se você não consegue dizer em uma linha por que alguém te contrataria em vez do concorrente, a IA também não vai conseguir.

2. Nomear o que você faz. Metodologia com nome, etapas descritas, entregas listadas. O que tem nome pode ser citado. O que é vago some.

3. Mostrar trabalho com contexto. Não basta subir imagem bonita. Qual era o problema do cliente, o que foi decidido e por quê. Foi exatamente isso que fez a IA entender o que fazemos.

4. Ser consistente em todo lugar. O modelo cruza seu site, seu perfil, suas menções em outros lugares. Se cada canto diz uma coisa diferente, ele não forma uma ideia clara de quem você é, e quem não é claro não é recomendado.

Onde a marca entra nisso

Repara que nenhum dos quatro pontos acima é técnico. Não se resolve com plugin, com palavra-chave nem com ferramenta de monitoramento.

Todos os quatro são trabalho de posicionamento: descobrir qual é o seu diferencial real, saber dizer em uma frase, dar nome ao seu jeito de trabalhar e manter isso coerente em todos os pontos de contato.

Ou seja: a marca bem construída deixou de ser apenas o que organiza a cabeça do cliente. Agora é também o que permite que a máquina saiba te recomendar. Quem tem posicionamento claro ganha duas vezes com o mesmo trabalho.

E a boa notícia é que isso não é corrida tecnológica. Quem fez a lição de casa de marca já está em vantagem, mesmo sem nunca ter ouvido falar em otimização para IA.

Faça o teste você mesmo

Leva cinco minutos. Pergunte para uma IA o que ela sabe sobre a sua empresa, e depois pergunte quem ela indicaria para resolver o problema que você resolve. Compare as duas respostas.

Se ela te descreve bem mas não te indica, o problema não é de tecnologia: é que seu diferencial ainda não está claro o bastante para ser lembrado na hora da recomendação.

Continuação: depois desse teste eu fiz o inverso, perguntei o que a IA sabe sobre a Groode. Achei quatro tipos de erro.

É nisso que a gente trabalha. Veja como fazemos.

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